É muito mais fácil vender algo para uma comunidade do que para pessoas completamente desconhecidas.

Num contexto onde as redes sociais são a forma de comunicação mais pulsante da sociedade, é interessante notar como muitas empresas ainda se comunicam da forma típica do cada vez mais distante século XX.

Não estamos falando aqui que mídias como TV, rádio ou jornal morreram, longe disso. Mas nos tempos em que elas eram as protagonistas, trabalhar comunicação exigia uma dinâmica completamente diferente do que exige o Facebook ou o Instagram hoje em dia, por exemplo.

Durante muito tempo, a comunicação entre marcas e pessoas se dava em uma via só: do emissor para o receptor. Afinal, sentado na frente da televisão ninguém era capaz de responder ao que o anúncio propunha — e se respondesse, não havia jeito de a marca ouvir.

Nessa lógica, existe comunicação mas não existe uma conversa. Para entender um pouco melhor do que estamos falando, vamos dar uma olhada na definição da palavra “conversa” no dicionário:

Conversa — troca de palavras, de ideias entre duas ou mais pessoas sobre assunto vago ou específico; colóquio, conversação.

Ou seja, para existir uma conversa, é preciso que exista também uma troca entre duas ou mais partes.

Antes de a internet democratizar a comunicação e colocar o poder de fala também na mão dos consumidores, não existia essa troca. As marcas eram como reis fanfarrões que se escondiam no alto dos seus castelos, inatingíveis, aparecendo na janela de vez em quando para gritar coisas boas a seu respeito para o povo, que nada poderia fazer se não escutar.

Pois bem, essa história acabou, e hoje as marcas precisam parar pra conversar com as pessoas. De igual para igual.

pessoa segurando o celular com uma das mãos e prédios ao fundo.
Democratização da comunicação

Campanhas na televisão, em outdoors, jornais e todos esses meios tradicionais ainda existem, e funcionam muito bem se forem usados da maneira certa. Porém, elas habitam um novo mundo onde não são mais a única forma de comunicação. Agora, junto com essas campanhas, é preciso que exista uma conversa contínua com o consumidor.

Nesse contexto digital em que vivemos, vamos definir campanhas como ações mais agressivas de venda por parte das marcas, envolvendo muita mídia e se aproximando mais dos anúncios típicos do século XX.

Já a conversa contínua é conteúdo, são aqueles momentos em que a marca não vai estar necessariamente preocupada em vender algo, mas sim em expressar sua identidade, seus valores, suas intenções e atrair um público que se conecte a tudo isso de maneira positiva.

O gráfico a seguir é um ótimo exemplo de como as duas formas de comunicação podem, e devem, coexistir em harmonia:

gráfico mostra exemplo de como as duas formas de comunicação devem coexistir em harmonia
Harmonia na comunicação com o cliente.

Os picos em verde no gráfico representam as campanhas específicas, onde o alcance da comunicação vai bastante longe, mas acaba não durando muito tempo. As campanhas normalmente tem início e fim bem claros.

Já o que aparece em rosa representa o conteúdo, a conversa contínua e sempre crescente que flui naturalmente entre marca e público, fomentando a troca de ideias — feedback por parte das pessoas e audição por parte da marca. É basicamente a marca se comunicando da forma mais indicada com a sua comunidade.

Essa palavra — comunidade — é importante porque é a consequência natural de uma boa conversa entre público e marca.

Mas e a parte roxa do gráfico, o que significa? Ela representa a comunidade sendo atingida pelas campanhas. Agora perceba que, quanto mais conversa com a comunidade existe, mais essa comunidade vai ser também atingida pelas campanhas — tornando-as mais eficientes.

Esse é o ponto onde a probabilidade de conversão e vendas aumenta muito, pois a empresa está vendendo algo para um público com a qual ela já tem uma boa relação.

É muito mais fácil vender algo para uma comunidade do que para pessoas completamente descnhecidas. Essa ilustração da branding.lab — que chama de branding o que aqui a gente definiu como conversa contínua — representa bem o que estamos querendo dizer:

ilustração mostra o quanto de esforço a marca faz para chegar a té o cliente, com e sem branding.
Diferença do trabalho de branding no relacionamento com cliente.

Ou seja, com branding (conversa contínua) você precisa fazer menos esforço na hora de vender (criar campanhas). Encontra-se o equilíbrio.

Ok, mas sobre o que conversar com o seu consumidor?

Entendido o conceito e a importância da conversa contínua, é preciso encontrar os assuntos e tópicos sobre os quais essa conversa vai acontecer. E não vale falar só do seu produto, hein!

Vamos concordar que uma pessoa que fica só falando de si mesma em uma interação social não é uma pessoa com um papo muito interessante, né? Isso vale também para o conteúdo das marcas.

É preciso se conhecer muito bem como negócio para entender quais são os assuntos que vão interessar o seu público e ao mesmo tempo ter o potencial de representar os valores e intenções da empresa. Para isso, vale se fazer algumas perguntas.

Quais são os territórios que te dizem respeito? Sobre o que você pode falar com propriedade? Para algumas marcas, de maneira não óbvia, esse assunto é a música.

A música é um dos tópicos mais democráticos que existem por estar, de um jeito ou de outro, próximo de praticamente todas as pessoas. Todo mundo escuta música. Cada um do seu jeito e cada um com a sua intensidade, mas a música está sempre lá.

Superplayer & Co é uma empresa que tem como missão (e ambição) ajudar marcas a inovarem e se destacarem através da música e da tecnologia. Por isso, conhece bem o poder que a música tem de conectar e encantar as pessoas.

Foi o que aconteceu ao criar o Bradesco Music, um app desenvolvido especialmente para clientes cartões Bradesco. Em parceria com a Universal Music, os usuários da plataforma têm acesso sob demanda a todo catálogo de músicas da gravadora, além de experiências exclusivas, como convites para shows, encontros com os artistas, entre outras ações.

plataforma bradesco music, musica para comunidade
Plataforma Bradesco Music

Playlists ilimitadas e o fã de música em contato direto com o seu ídolo, tudo oferecido pelo Bradesco. Como trocar de banco depois disso?

Esse é um serviço que chamamos de Plataforma White Label, no qual se oferece a criação de um serviço musical exclusivo para as marca. Para isso usa-se todo o conhecimento, experiência, tecnologia e curadoria da Superplayer & Co. O resultado é renda, engajamento e valor para o cliente com um novo modelo de negócio.

Esse é apenas um exemplo e possibilidade dentro de um mundo que ainda tem muito a ser explorado. Afinal, a sociedade vai mudando e a música permanece como protagonista, geração após geração. E por que não aproveitar isso a seu favor?


Esperamos que esse texto tenha ajudado você a entender um pouco mais sobre a nova dinâmica de comunicação que vem se consolidando nos dias de hoje: um contexto em que público e marca nunca tiveram tantas ferramentas para interagir, bastando apenas o empurrãozinho de quem sabe executar bem essa interação.

Caso você se interessar em saber mais sobre como podemos te ajudar nesse novo cenário ou quiser conhecer outros cases da nossa marca, fique a vontade para entrar em contato. Vai ser um prazer conversar.

Até a próxima!

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